terça-feira, outubro 31, 2006

O fim do "namoro"?

Sim, caros amigos e leitores desse blog. De acordo com as minhas obervações, sinto que a categoria citada no título do post está fadada a acabar. Vamos à análise dos fatos:

Casais recém-formados custam para assumir que passaram da fase do "ficar" para o namoro propriamente dito. Não sei se é devido a alguma fobia por compromisso ou por desconhecer o "ponto de virada". Mas não é raro você fazer a fatídica pergunta para um dos componentes do parzinho apaixonado e ouvir uma resposta mais ou menos assim:

- Namoro? Não, claro que não, o que é isso. Nós só estamos ficando mesmo.

E isso mesmo quando o tal casal é visto junto há uns dois meses, prometeram fidelidade mútua, passam o sábado à noite juntinhos à base de pizza e DVD e até compras fazem juntos.

No outro lado da moeda, fui ver o perfil de uma amiga de infância que encontrei no Orkut e vi que ela tinha a palavra "casado" naquela casinha que define o relacionamento. Como ela estava morando no Rio de Janeiro e eu não tinha notícias dela há bastante tempo, pensei que ela realmente tivesse se casado. Perguntei se era verdade, já me preparando pra dar parabéns, mas ela respondeu que era "só charme". Com o tempo fui vendo a mesma coisa em vários perfis do Orkut, a maioria de pessoas bem novas, e a maioria também tinha fotos do casal com frases como "te amo pra sempre, Fulana(o)", "ele(a) é o amor da minha vida" ou "tira o olho que já tem dono(a)".

Podemos colocar os tipos de relacionamento numa espécie de "reta evolutiva" (que nem todos seguem até o final- e não vejo obrigação disso). De forma simplificada, teríamos:

Solteirice - rolo - namoro - noivado - casamento

Parece que a categoria "namoro" está correndo sério risco de extinção. Quem está à esquerda reluta em entrar nele tal qual gato para entrar no banho; mas quando resolve andar trata a categoria como se ela estivesse marcada com uma pedra de amarelinha: dá um pulo e já passa pra categoria imediatamente à frente.

No primeiro caso é evidente o medo de compromisso, do outro lhe podar as asinhas. Já o segundo caso eu vejo com mais desconfiança: ou essas pessoas querem "marcar território", dizer "é meu e ninguém tasca", típico exagero adolescente (reação talvez causada pelos recadinhos de pessoas do sexo oposto na página do(a) amado(a)); ou então querem passar um atestado de confiança para o par romântico e aprontarem todas pelas costas. Um dos meus primos é "casado" no Orkut, mas no Carnaval falou sei lá quantas vezes para a namorada que ia ali cagar e aproveito a folga para ficar com outras mulheres.

Pessoal: namorar é bonito! Namorar é legal! (que rima horrível), não sufoca, não desbota e nem solta as tiras e é tão delicioso quanto ser solteiro. Não precisa ter medo desse compromisso e nem prender o outro de tudo que é jeito, até "virtualmente". Se você namora e não acha nada disso, talvez seja a hora de trocar os termos do seu romance. Ou mesmo de terminar tudo.
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Domingo eu não pude participar da "festa da democracia", pois não pude viajar para "cumprir meu dever de cidadão". Mas e daí? O Lula ganhou mesmo sem o meu voto...
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Visual trocado: sai o azul dark, entra essa coisa meio EMO. Bem que eu queria saber mexer em templates para personalizar isso aqui; um dia ainda descubro como fazer isso.

7 comentários:

Thatiana disse...

Gabi, no dia em que aprender a mexer nos templetes, por obséquio, me envie dicas. Minha maior frustração enquanto blogueira é ter que ficar refém dos formatos padrões do uol.

n.rosa disse...

total concordo com você que namorar tá ficando brega. eu tenho amigos que falam mesmo que "tal pessoa casou" quando querem dizer que começaram a namorar.

farofa disse...

Me permita uma hora em sua companhia Gabi, que esquecerá que esse sujeito passou na sua vida!!!

Thatiana disse...

Aqui no Rio, os caras chamam as respectivas namoradas de "mulé".

"Vou pegar minha mulé no cabeleireiro"! Escroto...

Menina Crescida disse...

Existe uma outra categoria em extinão, que é a do noivado, mas isso não vem muito ao caso. Concordo com vc que existe mesmo esse medo do compromisso. Acredito que seja porque o jovem de hoje tem aquela mentalidade que tem que curtir tudo, como se a vida fosse acabar amanhã. Então eu vejo algumas coisas que considero exageradas: bebidas (ou drogas, sei lá). A maioria deles acha que algum lugar só foi bom se houver muita bebida, se ele tiver "tomado todas" e se passar mal é como se fosse um troféu. Não sou contra beber, eu mesmo não dispenso uma cervejinha. Mas acreditar que diversão só vem disso pra mim é exagero. A mesma coisa é com namoro. Quantas casais termminaram pq era mto jovens e queria curtir? Como se namorar não fosse legal. Na verdade retifico, isso nem é uma coisa dos jovens, mas do ser humano em geral. A mentalidade é a do excesso: baladas, bebidas, drogas, parceiros... O exagero é que traz a curtição e eu lamento mesmo. Nussa que texto grande, rs...

Tio Xavier disse...

Depois dos perfis híbridos que da noite para o dia viram "fulano&beltrana@xxx.com" o que mais odeio são os perdidamente apaixonados instantâneos. Vão introduzir os dedos médios nos próprios orifícios posteriores que ganham mais.

Anônimo disse...

fantástico!
espero que não se importe, mas te plagiei mais uma vez.
beijo!