terça-feira, dezembro 11, 2007

Site do novo Indiana Jones

Taí o site do novo filme, Indiana Jones and the Kingdom of the Cristal Skull.

Confesso que me emocionei quando terminou de carregar e começou a cantar a famosa musiquinha. Ô, saudades do finalzinho da minha infância! Como eu disse nesse post aqui, Indiana Jones é a minha sequência de filmes favorita no cinema (mais que Senhor dos Anéis, Star Wars, ou qualquer outra por aí).

Ruim que a musiquinha acaba enjoando depois de um tempo...

E eu tinha comentado há muito tempo, ninguém deve se lembrar, mas aí vai: duas fotos minhas fantasiada de Rambo. Não tem nada a ver com o personagem, mas eu me lembro que eu jurava que era ele e pronto.



Com esse cabelo, tá mais pra Mogli...

terça-feira, novembro 27, 2007

Eu vou matar o Submarino!!

Metade de outubro, entro num site nerd e me deparo com um link de pré-venda do último livro do Harry Potter em português, no Submarino (não quis comprar em inglês, preferi esperar sair a tradução). Era uma promoção muito bacana, o livro + uma camiseta exclusiva, e meu olho cresceu. Enfim, pra não enrolar demais: comprei, imprimi o boleto mas não consegui pagar (o laser dos caixas automáticos não lia o código de barra e meus horários não me deixam ir ao banco pagar no caixa), a compra foi cancelada, comprei de novo e imprimi outro boleto. A promoção ia até o dia 9 (véspera do lançamento do livro, porque era pré-venda), mas o boleto permitia pagar até o dia 14. Paguei no dia 13, recebi o email de confirmação e fiquei esperando a entrega.

Esperei esse tempo todo e nada. Entrei no site dos caras e conferi que eles levavam até 15 dias para entregar no endereço, aí resolvi esperar mais uma semana. Mas no sábado abri a caixa de emails e dei de cara com a seguinte mensagem:


"Prezado(a) Senhor(a) Gabriela M.,

O produto listado abaixo está indisponível em nosso estoque. Para atendê-lo(a), estamos pesquisando se há disponibilidade do item em outros fornecedores. No entanto, ainda não temos previsão de reposição.

Para tentar amenizar o transtorno causado, estamos lhe oferecendo as seguintes alternativas:

- troca por vale-compras no valor pago pelo produto no ato da compra, incluindo frete;
- reembolso do valor, pelo mesmo meio de pagamento efetuado.*

* O estorno nos cartões de crédito obedece o prazo estipulado pela administradora e pode acontecer na fatura seguinte ou na subseqüente.

**Caso o pagamento foi realizado por meio de boleto ou débito em conta solicitamos o envio dos dados bancários abaixo para que possamos efetuar o reembolso em até 10 dias úteis"

(o resto da mensagem é inútil)

Vale-compras no mesmo valor? O cacete que eu vou aceitar isso! Ainda bem que eles me deram a opção de receber a grana de volta, mas ainda assim fica a pergunta: porque eles confirmaram a liberação do produto se não tinha mais no estoque? Porque só foram dar pela falta do maldito mais de uma semana depois de eu confirmar o pagamento? Como eles esperam manter a clientela agindo dessa forma tão amadora, deixando o freguês esperando a camisetinha exclusiva e depois tirando o pirulito da boca dele?

Já estou caçando o maldito livro no site das Lojas Americanas (nem morta que eu vou comprar neles), pra ver se fica mais barato que dar o dinheiro vivo nas lojas.

Que ódio, viu?!


PS: e não é que no mesmo dia entrei no site do Submarino e achei à venda o mesmíssimo kitzinho safado que eles disseram não ter? O problema desse povo é mais sério que eu pensava...

domingo, novembro 25, 2007

Atualizando...

Como parte dos eventos de "volta à ativa do Toda Cura Para Todo Mal" (hã?!), dei uma atualizada nos links. Tirei o finado site A Arca (snif, snif, descanse em paz) e coloquei mais dois. São eles:

- Oxe, trêm: site da minha colega Rita Viana. Tem blog, desenhos e alguns extras bem legaizinhos (incluindo tutoriais de Photoshop). Vale uma visita.

- El Cid: devaneios de escrivinhadô: quem manda aqui é o Thiago Cardim, a.k.a. El Cid. Era um dos que escreviam no A Arca, e aqui ele continua com textos sobre o mundo dos quadrinhos, cinema, música e nerdices em geral. Visitei e gostei bastante.

Aguardem mais potocas ao longo da semana.



PS: sim, aumentei o tamanho da fonte. Antes eu já achava pequenas, mas agora a coisa ficou realmente péssima de ler. Ou a idade está chegando aos meus olhos, ou ao meu monitor de PC.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Que SuperHerói você é?

Your results:
You are Spider-Man
























Spider-Man
75%
Catwoman
65%
Hulk
65%
Robin
63%
Wonder Woman
58%
Green Lantern
55%
Superman
55%
Iron Man
55%
Supergirl
53%
The Flash
50%
Batman
25%
You are intelligent, witty,
a bit geeky and have great
power and responsibility.


Click here to take the Superhero Personality Test



O único porém do teste para algumas pessoas é que não dá pra limitar o sexo das opções, sai tudo misturado (e assim eu virei o Homem Aranha... dã). Dia desses eu fiz outro teste, o "qual super herói/heroína é seu par perfeito?", e também saiu Homem Aranha! Em segundo lugar estava o Gambit, e em terceiro um herói que eu não me lembro e que eu nunca vi mais gordo. Pra quem quiser arriscar a sorte, o endereço é esse aqui, ó: http://www.comicvine.com/dating/. Não se esqueça de verificar se você está fazendo o teste de super herói ou heroína.

Sim, estou de volta. Por várias vezes tive vontade de postar de novo, via ou passava por coisas engraçadíssimas na rua, mas sabe-se lá porque me dava uma preguiça federal de sentar e escrever qualquer merda. Esses dias a vontade de escrever voltou mais forte, aí resolvi que tava na hora de voltar. Mesmo que fosse uma coisa mais light, sem muito compromisso em postar texts enormes ou atualizar sempre.


Infelizmente tenho que registrar um fato triste: durante o tempo que fiquei sem postar, o site A-Arca saiu do ar. Era o meu site nerd favorito, morria de rir e me divertia adoidado com as resenhas e matérias dos caras, e até hoje tô órfã de um bom site nerd. Se alguém quiser me dar indicações, agradeço.

Enfim, de volta. Não sei por quanto tempo e como vai ser ritmo por aqui, mas tudo pode acontecer. E se acaso eu comprar o cabo que conecta o meu PC no
meu celular novo e puder baixar as fotos que eu bato com ele, grandes chances de isso aqui ficar bem divertido.

quinta-feira, julho 05, 2007

Piada do Dia

Sexta-feira à noite estava eu no McDonald´s, por um deses caprichos que só Freud explica mesmo. Ao meu lado, uma família Doriana lanchava. Eles acabaram, se levantaram pra sair, mas antes que fossem embora eu ouvi esse diálogo:

- Olha, mamãe, é o Shreck! Que grandão! (a loja estava decorada com pôsteres e outras coisinhas do Shreck 3).

- É mesmo, filhinha, é um Shreck grandão. É um SHERECKÃO!

quarta-feira, julho 04, 2007

Momento Nerd

Pois é, nas últimas semanas o espírito nerd baixou em mim bem forte. Pequenos acontecimentos foram cutucando o meu lado que usa óculos de aros grossos e é sacaneado pela chefe das animadoras de torcida (ou pelo capitão do time de futebol americano, vocês escolhem). São eles:

- No último dia 24 (domingo passado), fui ao Salão do Livro de Belo Horizonte. Esse ano estava bem fraquinho (nenhum lançamento empolgante, promoções picaretas, nada de quadrinhos baratos como nos outros anos...). Nada me entusiasmou, até que eu entrei no stand da Leitura e me deparei com a edição especial do 300 de Esparta. Comecei a folhear despreocupadamente, mas o troço me prendeu a atenção de um tal jeito que eu comecei a ficar incomodada com o formato, incômodo para quem está lendo em pé (ele é horizontal, com lombada na vertical). Saí de lá decidida a comprar um pra mim de qualquer jeito. Acabei topando com uma promoção no Submarino e tratei de garantir o meu exemplar rapidinho:

Isso aí foi logo que eu recebi a encomenda do Submarino. O quadrinho ainda está embrulhado no plástico bolha (que mais tarde terei o prazer de estourar, bolinha por bolinha). Á direita, os plásticos que vieram estofando a embalagem (pela foto dá pra ver que ela é bem mais larga que o volume), e ao redor uma cesta de maçãs falsas, um protetor de óculos escuros e a minha carteira de motorista (que está vencida, por sinal).

Aí em cima vocês vêem a nerd feliz com o seu brinquedo novo. A luminosidade e as cores da foto foram porcamente corrigidas no Photoshop (tava um azulado bem feio), e não me perguntem como eu consegui esses dois círculos em cima e embaixo da foto. E sim, eu deveria estar vibrando de alegria na foto, mas eu não sou nada fotogênica e costumo ficar horrorosa em fotos quando saio sorrindo. Então vai cara séria mesmo e pronto.

Se já li? É claro (revistinha dura muito pouco na minha mão, sou leitora voraz). Só não posto aqui comentários a la "diferenças entre o filme e a HQ" porque isso já foi feito à exaustão na época do lançamento da película, então seria mais do mesmo.

- Essa nem é novidade mais, mas lá vai: já está circulando na Internet a primeira foto de Harrison Ford vestido de Indiana Jones, fotografado por Steven Spielberg em pessoa.

Confesso que fiquei muito feliz de ver o chapéu cáqui e surrado sendo envergado de novo por mister Ford, por mais que ele esteja envelhecido e enrugado (e engraçado que ele está parecidíssimo com o meu pai). Pra mim foi de arrepiar os cabelinhos das costas, mais que a foto do Coringa na continuação do Batman Begins, porque os três filmes da série do Indiana Jones marcaram a minha infância: eu me assustei pra valer com o final do "Os Caçadores da Arca Perdida"; vibrei quando reconheci o Dado dos Goonies no "Templo da Perdição"; e morria de rir a cada vez que o Sean Connery soltava um "Júnior!" e com o Hitler dando autógrafo para o Indiana Jones no "A Última Cruzada". Arriscaria-me a dizer que é a minha trilogia favorita, ou melhor, dupla de filmes: o "Templo da Perdição" eu nunca curti muito, acho que fugiu do clima Segunda Guerra dos outros filmes (tanto que não me lembro de quase nada, com exceção do já citado Dado e da cena em que o povo come cérebro de macaco- que mais parece gelatina de cereja).

Enfim, estou colocando muita fé no titio Spielberg que essa continuação tardia vai ser legal: apesar dele conseguir cagar nos finais de quase todos os filmes recentes dele, "Munique" foi uma surpresa excelente.

- Depois de ler esse post aqui, cheguei à conclusão de que também quero um Wii para mim. Ai, ai, como é duro ser desempregada...

- E por último, uma colega minha (a Rita, dona desse simpático site) me passou um tutorial de pintura em computador para Painter7, que eu consegui adaptar para o Photoshop. Pintura de desenhos em computador era um negócio com a qual eu não trabalhava há pelo menos dois anos, e tô me divertindo adoidado (sem falar que o resultado tá ficando excelente). Brigadão, Rita.


Ia falar um pouquinho do Full Metal Alchemist também, mas fica para um próximo post.

segunda-feira, junho 25, 2007

Ecos de 300


PS: aproveitando a deixa, alguém aí tem o 300 de Esparta scaneado para me passar? Dei uma folheada na edição luxuosa ontem e fiquei babando, mas vou ver se encontro da antiga usada e em bom estado. Mas enquanto isso...

sábado, junho 09, 2007

Por falar em cinema...

Vocês já viram o trailer do novo filme do Rambo? Veja aqui.

A primeira metade é só falatório, com o Stallone demonstrando a sua péssima dicção (sério, só dá pra entender a última palavra de cada frase). Dali em diante vira uma das coisas mais ignorantes e apelonas que eu já vi; chega até a ser trash. E eu que vibrei quando assisti "Gladiador" pela primeira vez, achando que tinham conseguido levar a sangueira de um desenho japonês para as telonas com perfeição... (e na época eu gostava muito mais de desenho japonês. Até dos Cavaleiros do Zodíaco eu ainda gostava, olha só).

Confesso que não me recordo nada do Rambo. Eu era bem criança e me lembro que rolava um desenho animado na Globo e que eu tinha uma merendeira cinza do fortão. Lembro vagamente que eu também tirei uma foto vestida de Rambo: sem camisa, só de bermudinha, com um cantil e um rádio de plástico e fazendo aquela pose "eu tenho músculos" (prometo procurar e postar aqui). Um belo dia vi que iam passar o filme do Rambo na TV, e eu ingenuamente pedi pro meu pai para gravar, pra eu assistir depois, porque passava muito tarde, depois da novela das 8. Passados alguns anos (e agora que sei do que se trata o filme), me pergunto como o meu pai atendeu ao meu pedido sem protestar... felizmente eu não fiquei com nenhum trauma (é o que parece, pelo menos - mas confesso que não me lembro de porcaria nenhuma do filme). E o tal desenho animado era bem xarope: nas férias eu revi um episódio num canal de TV a cabo, em que o Rambo ia visitar uma antigo amigo e descobriam que o filho adolescente do cara estava usando drogas. Aí eles ajudavam o moleque a se livrar de uma encrenca com traficantes, desbaratavam a quadrilha (que era ligada aos vilões malvados do desenho, claro) e terminavam com o Rambo e turminha dando uma palestra no colégio do menino, naquela papagaiada de "usar drogas faz mal". Enfim, aquele esquema bem SuperAmigos de passar lição de moral pra molecada no final do episódio.

Seguindo o exemplo da continuação do Rocky, intitulado "Rocky Balboa", o filme aí também vai levar nome e sobrenome do protagonista, ficando então "Johny Rambo". A película ainda não tem data de estréia.

PS: se eu achar o primeiro Rambo na locadora, alugo na hora. Curiosidade mata...

PS2: tentei postar uma janelinha direta do Youtube, mas não funcionou. Desculpa por fazer vocês irem na página dos caras (talvez eu edite isso mais tarde).

PS3: vou aproveitar pra confessar uma coisa: eu nunca assisti a nenhum dos "De Volta para o Futuro" até o final. Na época que o filme era coqueluche na Tela Quente, eu era muito criança e meu pai não me deixava ficar acordada assistindo. Pedi pra ele gravar algumas vezes, mas antes que eu assistisse ele gravou outra coisa por cima. E quando eu cresci e finalmente podia ver TV até de madrugada... pararam de passar o filme. Um dia tomo vergonha na cara e alugo essa joça.

terça-feira, junho 05, 2007

domingo, maio 27, 2007

E antes que eu me esqueça

Nessa semana vou colocar aqui as fotos do último mico que eu participei: na sexta, fomos assistir Piratas do Caribe 3, eu e mais dois colegas... devidamente caracterizados como piratas. Mais engraçado que ver a cara do povo enquanto passeávamos no shopping mais mauricinho de Belo Horizonte foi a gritaria dos teens quando voltamos à bilheteria para tirar fotos ao lado dos cartazes.

E não sei o que foi pior: transformarem um dos meninos no Johny Depp da vez por conta dos cabelos compridos (namorado desta que vos escreve) ou perguntarem qual deles era o Orlando Bloom (não é possível que as adolescentes ainda olhem praquele frangote com o Johny Depp ao lado... inacreditável mesmo).

De boas intenções o inferno está cheio

Numa de suas estadias lá em casa, a minha irmã me avisou que a madrinha dela (que é minha tia) tinha perdido o meu email e que por isso não estava mais me mandando notícias de concursos. Que se eu quisesse continuar recebendo, era só eu reenviar o meu email para ela.

Ainda bem que a minha tia perdeu o meu email, se não a situação poderia terminar num tremendo mal-estar. Porque eu não aguentava mais a cada vez que ela me telefonava, dizendo que saiu edital para concurso no lugar X, que a escola Y tinha aberto turmas preparatórias para essa mesma prova, que eu sou muito inteligente e posso passar sem muito esforço e que seu eu passasse eu poderia ter a felicidade de trabalhar apenas meio horário e estudar no resto do tempo e poderia comprar um carro pra mim.

Pode até ser maldade da minha parte, mas sempre achei essa "bondade" toda dela uma tremenda pressão para eu conseguir um emprego e me arrumar na vida, provavelmente porque acham que já "passei da hora de depender de pai e mãe" por já ser formada. Até o que fazer com o suposto salário que eu ganharia ela dá pitaco (claaaaro, porque hoje em dia toda pessoa que se preze precisa de um carro na garagem). Explicando pra quem ainda não sabe: estudei Comunicação Social, com habilitação em Publicidade, mas na metade do curso já estava empurrando com a barriga, só esperando que lá pra frente fosse melhorar. Melhorou, mas de uma forma diferente do que eu esperava:fiz umas matérias de Belas Artes, me apaixonei pelo curso e só não larguei Comunicação porque faltava apenas um ano para eu me formar (e porque tinha pai e mãe). E agora estou fazendo Belas Artes, e acredito que finalmente eu encontrei o que gosto de fazer (até brinco que se não der certo a minha única opção é o suicídio, porque aí acabaram as minhas idéias).

A família inteira já deve ter me ouvido praguejar e falar mal do curso anterior, já deve ter ouvido eu reclamar sei lá quantas vezes que o mercado de publicidade é fechado, que rola muita peixada e o escambau, que eu não fiz amizades e contatos justamente por não gostar... aí acham que eu tenho um grande problema por "não conseguir trabalho", então a solução mágica seria eu fazer um concurso público. Lindo isso!

Fico muito irritada quando falam que eu não consigo emprego nenhum por pura preguiça ou comodismo (ignorando que eu já tentei várias vezes, já fiz portfólio, já fui em entrevistas e até em programa trainee eu me inscrevi). Pior ainda é ouvir o curso que eu faço agora (e que eu adoro) sendo tratado como "segunda opção" ou "complementar" ou mesmo "hobby" (aliás, fico bem irritada quando alguém fala que eu poderei conciliar uma profissão com a outra. Quem disse que eu quero isso?), e que por isso mesmo não precisa de tanta dedicação e empenho como o primeiro curso que eu fiz (razão pela qual um emprego entediante não seria ruim, e fazer um cursinho-pra-passar-em-concursos não seria nenhum esforço). Resumindo: me tratam como a "doida que tinha tudo pra ter um empregão nas mãos mas resolveu mexer com essa coisa de 'arte', que não enche barriga".

É por essas e outras razões (a outra foram mudanças na minha aparência, no meu estilo de vida e nos meus gostos) que minha preguiça de ir em reuniões familiares aumentou bastante. Meus dois últimos namorados eu nem levei para apreciação (melhor dizer "interrogatório") da parentada: em uma iam meter o pau por ser carioca; no outro por ser muito mais novo.

Podem até falar que só fazem isso para o meu bem, mas acredito naquele ditado do título do post. E na próxima vez que alguém me mandar algum edital por email, vou perguntar porque a própria pessoa não presta o tal concurso ou não manda os seus filhos e conjuge pro cursinho preparatório.

sexta-feira, maio 04, 2007

Como criar um RPG de videogame



Adaptado desse verbete da Desciclopédia. Essa é para os nerds de plantão (como eu). que já gastaram muitas horas de sua adolescência no maravilhoso mundo dos games de RPG (99% deles via emuladores pra PCs):



O Mundo:

- O mundo precisa ter todos estes elementos: 1 ou 2 continentes grandes, desertos, oceanos, ilhas, cachoeiras, penhascos, lagoas, rios, pontes, pastos verdejantes, cavernas, florestas inoportunas e negras, montanhas nevadas, montanhas comuns, cidade pequena, cidade média, cidade gigantesca, cidade minúscula (a sua, sempre), cidade voadora, cidade subterrânea, e mais alguns lugares secretos variantes.

- O mapa não pode ter nenhuma lógica geográfica, e deve ser construído de modo que seu personagem só possa acessar uma cidade de cada vez, tendo no meio do caminho de uma pra outra um dos elementos geográficos citados acima (como penhasco, caverna, etc).

- Em geral, entre a fronteira de dois terrenos, TUDO muda: a neve vira deserto, o pasto verde se torna floresta negra e o castelinho do bem está magicamente fazendo fronteira com o castelinho do mal. Sempre, SEMPRE, SEMPRE quando você chegar numa borda do mapa, tem que aparecer na borda oposta.

- E lembre-se que o mapa precisa conter empecilhos que impeçam você de chegar de maneira rápida e direta aos lugares, a não ser perto do fim, quando você pega alguma máquina voadora que te permite ir a qualquer lugar (o que faz o jogo perder toda a graça).


Início:

- O jogo precisa começar com uma tela pedindo seu nome. Ou um apelido idiota que transmita uma sensação de poder e virilidade.

- Após dar nome ao personagem, o jogo precisa pular para tela preta com uma voz te chamando pra acordar. Seja uma entidade que fala por sonho, seja um parente (mãe, tio) que tenta te acordar. Aliás, seu personagem está sempre dormindo.

- Caso não esteja dormindo, o jogo começa numa cena aparentemente desconexa e sem sentido, que mais tarde se revelará como um evento futuro no jogo. Aí precisa acontecer um flashback que leva a alguns dias ou anos no passado, onde seu personagem se encontra dormindo.

- O protagonista do jogo é sempre um sujeitinho mudo, sem a menor força de vontade. O protagonista precisa concordar com as idéias alheias sempre, não importando se estão pedindo para entrar numa caverna infestada de monstros só para recuperar um ursinho de pelúcia. Você deve concordar com tudo que os outros dizem ou o jogo não segue.

- Você SEMPRE vai ver uma vila, em geral no começo do rpg, em que um guarda vai estar bloqueando a saída. Todo RPG tem isso. T-O-D-O-S.


Desenvolvimento:

- Você precisa fazer alguma tarefinha básica, tipo cortar lenha, alimentar os porcos, sair pra caçar ou levar um item de uma pessoa a outra, mas de qualquer modo saindo da tal cidade minúscula.

- Dentre os monstros iniciais, você precisa matar slimes (monstros gelatinosos). TODO RPG tem monstros gelatinosos, só muda o nome do bichinho.

- Assim que você voltar, a cidade precisa estar toda arrasada e seus pais (ou tios, avós, lêmures ou qualquer coisa que tenha te criado) mortos e assassinados. Todos os villagers (vileiros) também devem estar mortos, bem como os Elders e os Blacksmiths. Eventualmente, a cidade pode estar em chamas. Precisa sobrar alguém vivo pra te contar que quem fez isso estava atrás de você. Geralmente um fulano tosco e mau, de pele laranja, com um nariz enorme chamado Ganodorf, que ri da sua cara com uma gargalhada excêntrica no decorrer do jogo. Por quê? Não adianta tentar saber porque ninguém vai te contar. Apesar de que todos já sabem.

- Você precisa sair matando abelhas, coelhos, arbustos e outras bestas satânicas. Tudo com uma espada. Aliás, você precisa de uma espada para qualquer coisa, é praticamente um canivetinho do McGaiver.

- O mundo fictício é acometido de ares de letargia, catatonia ou magia negra, que faz os personagens atacarem um de cada vez. Isto é, os inimigos ficam te encarando até você resolver o que fazer, aí atacam um por um. Alguns jogadores usam isso como vantagem e até chegam a bolar estratégias.

- Caso você abra um baú diferente dos outros, ele SEMPRE explodirá ou um inimigo sairá dele.

- Geralmente a história se resume em algo como "colete todas as pedras/armas/magias Elementais (a palavra "elemento" sempre é bem vinda em um RPG de video-game) antes que o mundo vire um caos" ou "evite que o inimigo as colete" ou qualquer variante do tipo.

- Você precisa entrar em todas as casas cujas portas não estejam trancadas e levar todos os objetos de valor, seja apenas uma barra de chocolate ou 20.000 moedas de ouro, e sair sem dar a menor explicação aos moradores (não que eles liguem).

- Quando chegar por uma cidade que ainda não tinha visitado, vá comprar em qualquer lugar. Com certeza tem algo mais forte do que o seu equipamento atual.

-Nenhum NPC (personagem trivial) pode falar com você à menos que você fale com ele, e eles costumam dar informações inúteis ou comentários acerca da catástrofe que acomete a cidade.

-TODAS as pessoas que você ajuda (por boa vontade, claro) precisam lhe presentear com algum dinheiro ou algum equipamento. E se você não ganha porra nenhuma, irá receber alguma informação importante para o andamento da história, ou ganhará permissão para ir a tal lugar que antes não era acessível porque o guardinha azul ficava na sua frente.

- Se você morrer, um dispositivo ultra-secreto que está integrado ao seu corpo se auto-ativará e fará você voltar no tempo até o ponto em que você estava vivo. Isto porque tempos atrás você gravou um "ponto de restauração do tempo". Se você não fez nada, morreu pra sempre e terá que começar tudo de novo, mané!

- Maçãs, bananas, melancias, goiabas, ameixas, caquis, carambolas ou qualquer outra frutinha recuperam um pouco da sua energia. Mas não se preocupe! Você não ficará obeso por isso.

- Por algum motivo desconhecido, TODOS os monstros estão classificados por nível, dificuldade e experiência ganha ao matá-lo. De vez em quando, antes de morrer, um inimigo te dá uma pequena lição de batalha ou escreve algum ensinamento no quadro para você aprender melhor.

-Em algum ponto do jogo você precisa ser preso numa cadeia, para que possa escapar de lá. Em todo RPG você é preso, sendo inocente ou não. Na maioria das vezes você é inocente (do crime do qual foi acusado, mas não dos roubos e invasões de domicílio que seu personagem comete com tranqüilidade).

-Em algum momento você também precisa enfrentar um inimigo MUITO mais foda que você e tomar uma sova daquelas, porque ele é imortal naquela batalha. Por algum motivo não dá game over, e você acorda ou numa cadeia (item aí de cima) ou numa cama desconhecida sendo tratado por alguém. O cara que te bateu? Mais tarde ele entra pro teu grupo, ou você o enfrenta de novo e aí sim dá uma surra nele.


Clímax:

- Eventualmente você precisa encontrar mais pessoas que se juntem à sua "festa" (ou party, como os jogadores costumam dizer). A saber: uma menina loira (que mais tarde se revelará como princesa fugitiva ou banida ou algo do gênero); um personagem bizarro, que servirá de alívio cômico (e que não vai servir pra nada no jogo exceto para o discurso de "Como as coisas mudaram depois que te conheci"); e um cara de cabelo comprido, que é o tipo misterioso de passado obscuro e que você encontra numa cidade grande.

- Como já mencionado, você vai precisar ir pra uma cidade imensa pra fazer compras. Lá você encontrará:
- um rei enfeitiçado (que você precisa desenfeitiçar)
- uma mãe que perdeu o filho (que você precisa encontrar)
- um velhinho louco que vai falar de algum monstro lendário que vive numa caverna local (que você precisa matar)
- o cara de cabelo comprido (que precisa entrar na sua equipe)
- camelôs
- Garotinhos ou garotinhas correndo em círculos (quadrados) de 3x3 gritando "ehhh". Se você ficar parado bloqueando o caminho deles, eles continuam correndo sem sair do lugar na sua frente.

- O jogo precisa revelar que você é um messias, uma profecia, um salvador, um libertador ou qualquer coisa do gênero, motivo pelos quais os inimigos destruíram sua vila de vileiros, e agora só você pode salvar o mundo (ou pelo menos o mapa que o representa).

- Potions. Item extremamente comum em TODOS RPG. Seu personagem chega a ficar doidão de tanto tomar dessa tranqueira.

- Não me pergunte como você consegue ficar vivo depois de levar ataques como Explosão Estrelar, Inferno, Meteor, e outras magias de nomes tão sugestivos.


Conclusão:

- O vilão principal precisa ter um discurso interminável, fazer piadinhas, ter visual poser, cabelo comprido e franjinha emo.

- Se você foi acordado no começo por uma entidade de sonho, ela costuma se revelar agora.

- No começo da luta, alguém precisa morrer. Geralmente o cara de cabelo comprido.

- Você precisa agora pegar sua Steel Greatsword, seu Hunter Long Battle Bow, usar todos os seus charms, potions e poderes elementais (água, terra, fogo, vento, coração, Capitão Planeta!) e passar o rodo no vilão de franjinha emo. Mas ele não morre. Quando morre, ele se transforma em um dragão ou outra criatura que mal cabe na tela do PC e morre em dez segundos, além de ter um nome que você nunca vai descobrir a não ser que hackeie o jogo e descubra que algo bem pomposo como "Seck Leader Gom".

- Quem dá o golpe final no vilão precisa ser o cara de cabelo comprido, que todos achavam ter morrido (mas que na verdade só "levou um arranhão"). Ele revela seu passado, e sempre ele é alguém que:
- perdeu a família

- perdeu o povo
- perdeu tudo
- perdeu as botas
- perdeu o cachorro
- perdeu o gato
- perdeu o PC
- perdeu o cabaço
- perdeu uma partida de truco
- perdeu uma partida de futebol
- perdeu uma partida de street fighter
- perdeu a mulher
- perdeu a vida
- perdeu a razão
- perdeu o juízo
- perdeu a vergonha
- perdeu a fortuna no cassino

- cagou nas calças
- mijou na cama
- brigou com a sogra
- foi baleado
- morreu
- bateu uma punheta bêbado e quando percebeu tinha batido uma pra Dercy Gonçalves
- perdeu 50 centavos
- virou gay
- Levou um Fatality no MK
- brigou com o cachorro

- O vilão precisa morrer, a paz ser restaurada e os cenários que eram cinzas e secos precisam ficar verdes e floridos, com adição de coelhinhos saltitantes.

- A menina loira precisa se declarar pra você, pois o jogador precisa ser recompensado depois de seu esforço com algo que ele não tenha na vida real. Em algum momento ela o beija (ou é o que parece, já que dá pra ver mal e porcamente. Queria o quê, os gráficos eram uma porcaria... ou porque os personagens ainda eram crianças, ou ficaram crianças... ah, abstraia, é RPG!).

- O cara de cabelo comprido precisa ir embora porque ele deve seguir em frente em alguma busca interior e pessoal. Otário!

- Você volta pra casa e sua mãe (ou tio, ou avô, ou lêmur, ou qualquer coisa que te criava) nem ficou sabendo que você saiu. Isto é, se eles não morreram no ataque do começo, ou se foram ressuscitados por algum método estapafúrdio.


E não se esqueça:

- Lendas são sempre reais, boatos são sempre verdadeiros, e profecias sempre se cumprem. Com você.

- Uma noite numa estalagem vale mais do que um ano de UTI (cura tudo, desde perna quebrada até quase morte).

- Se alguém disser que vai se vingar, acredite.

- Se mais de duas pessoas falarem sobre qualquer assunto é porque envolve (ou vai envolver) você.

- Se algum monstro falar mais de duas linhas de texto, é porque a luta vai durar mais que 20 segundos.

- Quando encontrar o mesmo monstro com uma cor diferente, é porque ele é mais forte que o anterior.

- Espada ganha de Machado, Machado ganha de Lança e Lança ganha de Espada (não me pergunte o porquê).

- Luz ganha de Trevas, Trevas ganha de Elemental e Elemental ganha de Luz (também não pergunte o porquê).

(aos leitores do blog: sim, eu consertei os links quebrados e voltei a postar!Comemorem!)

sexta-feira, março 02, 2007

Potocas

Eu tinha prometido postar a continuação das aventuras de Gabi em Sampa na semana repassada, mas foi só eu falar isso que acabou acontecendo um monte de coisas ao mesmo tempo: resolvi largar a bolsa-mixaria que eu ganhava na faculdade (e que me rendia poucas alegrias e dor de cabeça), daí fui refazer o meu currículo pra tentar conseguir um trabalho de meio período e distribuí-lo por aí, aproveitar os últimos dias do meu namorado no Brasil, ,manter o meu vício no Ragnarok... aí acabei deixando pra depois. Vamos ver se eu corrijo e posto essa semana ainda, senão vou deixar pra lá (e não, pode deixar que não vai rolar um "As aventuras de Gabi no Rio": minha pretensão não chegou a tanto, e se eu não tive saco nem de relatar meus 4 dias em São Paulo, que dirá meus 9 dias na Cidade Maravilhosa...).

Enfim, tô tentando fazer o ritmo desse blog aqui voltar ao normal. Deve ficar mais fácil agora, já que as aulas (e a minha rotina) voltam essa semana. Enquanto não pego o ritmo de novo, vão aí algumas rapidinhas:

- Aproveitei as férias pra tirar o atraso de ir ao cinema. Vi o novo do James Bond, e adorei, justamente porque limaram todas as breguices típicas do personagem (a saber: as bugigangas mirabolantes, os vilões com objetivos vagos como dominar/ferrar o mundo, as bondgirls que só sabem ser gostosas). Por isso mesmo deve ter muito fã da franquia que não gostou, mas eu achei nota 10. Outros que eu vi foram Por Água Abaixo (animação bem legal), Perfume (estranho, mas supimpa) e Rocky Balboa (simples e bacana. Quem assistia os filmes da série vai amar. E os créditos são muito legais).

- Imagine comprar um gibi com essa capa:


Bacana, né? E o título é bem promissor. Mais eis que você abre o seu gibi e encontra esse material lá dentro:


Um belo mangalóide, que não deve quase nada pros trabalhos do Adan Warren (argh! Mantenham quualquer trabalho desse cara BEM LONGE de mim). Se essa revistinha tivesse na banca com saco plástico e eu tivesse comprado, teria ficado p. da vida (mas por sorte eu baixei num site, o que provocou apenas frustração mesmo).

Taí um motivo pra eu não curtir comics: propaganda enganosa (não entregam o que prometem na capa). E isso acontece bastante.

- Aqui em Belo Horizonte já colocaram um outdoor de uma dessas micaretas axé-bunda. Detalhe: os shows(?) vão ser só no final do mês de março, e desde o meio desse mês já tinha outdoor e propaganda pra tudo que é lado. Traduzindo: "o ingresso vai custar caro, sim, mas nós estamos dando a vocês um mês e meio pra juntar o dinheiro. Podem pagar no cheque ou no cartão, parcelar em 5 vezes, vender o fígado pra máfia de transplantes...'".

Já estou mentalizando a cena aqui: pessoas desembolsando uma pequena fortuna para usar um saco de batata de tecido vagabundo e fluorescente (chamado por eles de "abadá" - uma camisa que aquilo ali não é), ouvir música ruim, pagar caro por cerveja quente e choca, quebrar recordes de "número máximo de pessoas que consigo beijar por minuto" e trocar saliva por tabela com todas as outras pessoas do recinto; tudo isso liberando litros e mais litros de suor e contribuondo para o aumento da catinga do ambiente.

E antes que me chamem de puritana e invejosa, vou usar a resposta que uma colega minha deu no blog dela: se eu estivesse interessada em pegação desenfreada, procuraria uma casa de troca de casais fina. Ou nem chegaria a tanto: bastava ir no dark room da Josefine (uma boate daqui de Belo Horizonte famosa por ser point da galera GLS), onde pelo menos é mais garantido que hajam pessoas com bom gosto. Inveja de me atracar com pessoas que se denominam "chicleteiros"? Tá bom...

- Da série "eu sei que minha obra é genial e por isso releitura nunca é demais (ou "mamãe quero mais uma chance"):

Novos longas metragens animados de Neon Genesis Evangelion a caminho.

Anno e Sadamoto já tiveram três chances pra mostrar a que vieram: a série de TV, que teve aquele final estranhíssimo (dizem) por conta de problemas internos da empresa. OK, passada a tempestade fizeram os filmes, que tirando a primeira parte só conseguiram bagunçar ainda mais o coreto (mas todo mundo fingiu que entendeu e acho genial- quanto mais complicado e indecifrável mais o fã acha que aquilo ali é um supra-sumo). E tem a série de mangá ainda em publicação, que tem um capítulo liberado todo dia de São Nunca (e que deve terminar no dia que o Cristo Redentor bater palmas, pra ver a consideração que os caras tem com ela).

Minha opinião é que Evangelion tinha um bom argumento, mas que não foi bem desenvolvido. Os autores conseguiram criar um ponto de partida legal, levaram muito bem até um certo ponto e deixaram todo mundo em suspense com os inúmeros mistérios, mas depois não conseguiram amarrá-los satisfatoriamente numa trama que fizesse sentido. Dá pra sentir que não havia um fio condutor, que começaram a história sem saber como a acabariam. Deu nisso.

Mas ainda rende dinheiro, né? Então vamos fazer outra versão, provavelmente com mais sangue, tripas e cenas estranhas, pra fazer a alegria dos otakus.

- Da série "mamãe eu não sei mexer num scanner" (ou "mamãe eu não tenho um scanner"): basta postar seu desenho assim.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Sacrificios

Como alguns sabem, estou passando Carnaval na casa do meu namorado, no Rio de Janeiro, pra aproveitar os ultimos momentos com ele antes da sua famigerada partida pra Alemanha.

Foda eh que pra usar o computador dele, um laptop cujo teclado nao consegui configurar (dai meu texto estar um semi-miguxes), estou sendo obrigada a ouvir perolas do naipe de "Bondinho dos Saradinhos", "Linguadinha na Tchequinha" e ate o pentelho do 2Pac. Pois o gosto musical dele eh bem carioca mesmo (ou seja, uma merda pros meus padroes), e nao deu tempo de apresenta-lo devidamente ao Bowie.

Tudo bem, eh soh ate quinta de manha mesmo...

PS: fora isso, estou sendo muito bem tratada, com comida farta e passeios bacanas.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Coisas do Orkut que me dão medo

Descrição chupinhada de um sujeito aleatório por aí. Nomes e links foram omitidos para preservar a privacidade do casal (e poupá-los do mico):

"Oiee!! Bom galera, eh o seguinte: o ***** soh vai add se vc dexa um scrap.
Mais se vc eh menina, eh um poko mais complexo!...
Mais te garanto...eh melhor pra VC!

...antes disso, tem ki me pedir permissão!
vo facilita pra vc...tah aki o meu orkut ;P
(link para o orkut de #####, a namorada neurótica)

sabee...hoje em dia as meninas estão muito abusadas...
dão em cima de qualquer um ki veem pela frente...
principalmente quando eh um gatinho ki nem o *****!!
Pooor isso, eu to aqui avisando numa boa...
E ACHO BOM COPERAH!
se naum..(oq q eu faço *****?!?..) isso mesmo!...
vou ser ooobrigada a utilizar as minhas habilidades no Karatê!;D
ah!e naum posso esquecer: SE VC TENTO MANDA UM SCRAP PRA ELE E NAUM CONSEGUIU...EH PQ EU TE BLOQUIEI! =D
Entãao...eh basicamente isso! ;D

Agooora eu vo fla um pokinhO sobri esse menino maravilhoooso ki o ***** eh... xDD

(baba-ovo quilométrico e açucarado, pucotado para preservar a integridade e a paciência dos leitores desse blog)

Bom..e eh por isso e outros motivos, ki esse menino se torno essa pessoa taaaaaaaaaaum especial na minha vida!
E uma pessoa ki eu JAMAIS vou dexa saih dela...!!! (fosse eu, teria MUITO medo dessa parte)
Pq eh VC *****..ki faz os meus dias fikarem mais felizes!!!

TE AMO MUITOOOO meu namoradinhO...

huehuehuheu

BjaaaO...#####*"


Cliquei no link do início do perfil e cheguei no da namorada do garoto: descrição parecídissima, enorme, cheia de miguxês e com ameaças de morte a supostos moleques que entrassem no perfil da moçoila. O que me fez deduzir que um tem a senha do perfil do outro, pra poder monitorar quem anda espiando a sua cara-metade.

Depois dos tais perfis conjuntos, não era de me espantar com uma coisa dessas. Mas ainda me impressiona o quanto muitos casaizinhos podem ser chatos, ciumentos e querer ter um controle tão absoluto sobre a vida do outro. E depois ainda dizem que "se amam muito". Desconfiando do outro desse jeito? Imagina se não se amassem então...

PS: sim, após dois meses de sumiço indesculpáveis, estou de volta. Espero não ficar tanto tempo sem postar de novo.

PS2: devo postar a continuação das "Aventuras em Sampa" ainda essa semana. Os (poucos) leitores desse blog já devem até ter desistido de ler o seu final, mas ela já está quase toda escrita mesmo, então não me custa nada. É só dar uma revisão.